segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Diário de um sentir – Caderno número 7.590(2020)

          

            Ela preparava a janta quando deu um grito. Um grito ensurdecedor que até foi ouvido na portaria e pelos vizinhos. Todos queriam saber o que tinha acontecido e todos se decepcionaram ao souberem o motivo do grito estridente. O pai que estava perto foi quem socorreu a filha que tremia e gritava: “Mata” e petrificada não saia do lugar. Com dificuldade o pai empurrou a filha que quase cai e, assim conseguiu matar a pequena aranha que saia do maço de alface que ela limpava. Tremendo exigia ver o pequeno aracnídeo esmigalhado para ter a certeza de que estava morta. Depois de ter tomado uns três copos de água foi que se acalmou. Não quis mexer mais na alface, o pai que teve de limpar a verdura senão eles não teriam salada na janta. Por ela teria jogado fora todo o maço, vai que teria outro aracnídeo escondida nas folhas, não é?

            É isso... ou, não é?

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