Domingo pé de cachimbo. Domingo que não se faz nada e
tudo se faz para o bem da prosperidade, família e tradição. Dia de almoço
diferente, talvez um nhoque, macarrão com frango ou, uma ida ao restaurante,
mesmo com a pandemia. Ah! vamos de máscara, nos cuidamos. Sim, nos cuidamos de
máscaras, passamos álcool gel toda hora nas mãos e esquecemos da alma que
necessitada muita mais de álcool gel do que as mãos. Assim caminha a humanidade
individualista, egoísta e consumista. Humanidade que parte para ser controlada,
melhor dizendo, já é controlada só que ela não sabe, e aos poucos está
descobrindo que é controlada até que um dia será totalmente escrava. E ninguém
faz nada para que isso não aconteça. Para que? Não vou deixar meus costumes,
meu arroz e feijão, minha picanha, meus sapatos, preciso comprar todos os dias um
novo, meus vestidos, meu carro, meu isso e meu aquilo, meu filho necessitada de
brinquedos novos, últimos lançamentos, um IPAD melhor, Iphone melhor, melhor
isso melhor aquilo, ninguém sabe viver com o que tem, quer sempre mais e mais e
nesse mais em mais será controlado totalmente.
É isso... ou, não é?
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