A mulher estava na beira do lago sorrindo. Olhei para ela e, depois para os meninos do outro lado. Sorriam também. Estarrecido julguei os dois hipnotizados pela mulher que avançava como se estivesse planando sob a água. Corri na esperança de chegar antes dela, só que eu contornava o lago enquanto a mulher planava em linha reta. Mesmo assim, não sei como, cheguei uns minutos antes.
Uma sensação
de umidade fria passou por mim e pelos meninos no momento em que agarrei os
dois. Nisso ouvi uma voz soar tetricamente na tarde cinza de outono.
- As fadas não
morrem.
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