Pão de mel.
Chegou à beirada do papel. Viu o abstrato chamando-o.
Sorriu. O mar brilhava na planície do corpo como espelho refletindo seu
semblante confuso. Deu dois passos para direita. Outro dois passos para
esquerda. Nisso a porta foi aberta. Uma lufada de vendo rasgou seus pensamentos
e caíram na cama suja de corpos desconhecidos. Olhou para cima. Um rosto
feminino de olhos escuros sorria para ele.
- Você não sabe
como é doce, muito doce.
Ouviu a porta sendo fechada. Sorriu e se jogou no
abstrato do papel escrevendo na parede: Vingança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário