domingo, 11 de julho de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.701(2021)

          

            Quando seus dedos finos e longos empunhava a esferográfica não tinha noção do que iria escrever. Sua mão leve e larga deslizava sobre as linhas do caderno de anotações fazendo com as palavras surgissem numa ordem vinda do cérebro cunhando quase que desordenadamente numa fricção de prazer alimentando dessa maneiro o ego.

            Havia momentos que ao olhar para a caneta com a carga azul pela metade, mesmo pressentindo que tinha que escrever, sem saber o que e muito menos como, as palavras surgiam quase como milagre e ao mesmo tempo percebia que elas nada lhe diziam. Nesses momentos, seus olhos se embruteciam numa névoa de tristeza e melancolia levando as pessoas a confundir os sentimentos angustiosos como indiferença ou mesmo timidez.          Precisa ser mais claro, dizia a sim mesmo. Concordava e não concordava criando uma confusão mental que tolhia o que deveria e o que não deveria registrar no caderno de anotações. Reconhecia o incansável lapidar que em certas vezes sabia não ser necessário, o qual, de certa maneira, se arrependia por não o fazer. Teria que abrir o coração num silencioso grito expondo entre linhas o sentir do poder da palavra: Te amo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...