O
ônibus estava lotando e nada de se movimentar. A impressão que dava é que o
motorista não estava nem aí. Tomando seu cafezinho no copo descartável parecia
despreocupado. O gozado é que a maioria desce um ponto antes ou um ponto depois
da praça Silvio Romero. Do metrô a praça são dois quarteirões. Por que não ir a
pé? Tudo bem, pegar o ônibus numa situação urgente. Um ponto ou dois pontos
depois esvazia e, uns quatro ou cinco pontos até chegar na Azevedo e, mais uns
cinco ou seis ele desce na esquina da Azevedo com a Marengo. Também, ele não
precisaria pegar o ônibus. É só descer no Carrão e subir a Monte Serrat. O que
o impede é que a avenida é subida, cansa andar quase dez quarteirões, assim ele
aproveita para praticar o poder de observação. Apesar do trajeto curto observar
as pessoas e suas idiocrasias é fabuloso.
É
isso... ou, não é?
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