Relutei no gosto suave doce de sal do teu corpo que
viciado não quero mais largar.
Recebi o vicio como uma benção profana.
E como benção em doses paliativas sorvo com gosto a
paixão que me domina.
Paixão que me devora na lentidão das horas feito
ritual religioso.
Ritual que, logo iniciado, perde a religiosidade nos
descaminhos dos gestos.
Gestos que na superficialidade pode se confundir com a
erotização do amor pelo amor.
Em sua textura o amor verdadeiro nunca se erotiza
eleva-se ao pulsar erótico que ele enfatiza.
E nesse enfatizar constrói o alicerce da saudade na distância onde trago o gosto do sal do teu corpo.
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