sábado, 20 de novembro de 2021

Diário de um sentir – Caderno número 8.752(2021)

                 

            Ele sabe o que precisa para colocar em prática. No silencio o tudo que o rodeia está a imobilidade concreta das coisas. Distraído passeia com a caneta entre os dedos, reflete nas palavras escrita em letras miúdas. Sabe o que precisa realizar e onde encontrar o pouco de prazer que lhe resta. A mente foge dos dedos imóveis acima das linhas do caderno. Deve registrar sentimentos possíveis e impossíveis. Por que impossíveis e possíveis? Há dualidade nos sentimentos? E o que é possível? É o que podemos sentir na carne a deflagração da consciência inativa colocando-a ativa em função do que se precisa. Talvez, processo dificultoso que não se pode deixar de realizá-lo. E o impossível? É a subversão normal e despreconceituosa ao destruir o medo de ser o que é. A luta será renhida pela aceitação do que não se aceita.

            É isso... ou, não é?

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