terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.773(2022)

 

                   

            Palavras. Não tenho mais palavras. Se revoltaram. Fugiram. Ficou um vazio de palavras. Como poderei agora dizer o que quero se as palavras se soltaram num pé de vento e se perderam no emaranhado de citações e frases melosas e de autoajuda que ajudar mesmo não ajuda nada. Não posso mais dizer o que lhe queria dizer. É constrangedor querer lhe dizer: te amo se não tenho mais com que lhe dizer o te amo, entende. Os lábios se mexem no silencio dos movimentos. A mão empunha a esferográfica que desliza emaranhados caracteres sem conteúdo que nada significam para mim e muito menos para você caso queira ler. Deveria me aborrecer com tal problema, mas não me aborreço pois vejo isso como exercício, não é, e por outro lado nada de desespero, o desesperado é um inútil que só faz merda...

            É isso... ou, não é?

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