sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Palavras soltas numa tarde de sábado

 

Ando por caminhos escuros

Piso em espinhos pontiagudos

Colho rosas do teu sorriso

 

 

Lápide fria de memória

Depositadas nas flores murchas

Lágrimas não revertem vidas

 

 

Caminho sem destino

Percorro labirintos

Seguro-me nos espinhos

 

 

No fundo do copo vazio

Deposito uma lágrima sentida

Esqueci a alegria perdida

 

 

As pedras cinzentas da avenida

Esmaga meu rosto macerado

Caminho com a dor de braço dado

 

 

O sorriso transmite alegria

O rosto transpira euforia

O tempo transmuda a harmonia

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