Acho que não está resultando em nada essas cartas. Há uma leve suspeita de que ainda não encontrei o ponto certo para continuar vivendo. Relembro que disse há muito tempo que tinha eliminado a palavra “porque” e, descobri que usei essa palavra nas últimas cartas que te mandei. Verifique que a encontrará. Se achar necessário, pois só assim é que haverá cura, mande-a de volta. Quem sabe ainda há salvação. Quem sabe possa refazer de outra forma com palavras desinformadas de sentimentos, de gente, crua, válida para todas as horas. Encaixar as palavras em novos sentimentos, em novas ideias, em novas esperanças, quem sabe chego ao ponto certo!?
É preciso que haja uma liberdade, mesmo
secundária, uma liberdade de se movimentar entre os parâmetros do eu e do eu
que em mim não existe. Escolher os passos do caminho construído ou por mim
construído. Não devo depender do que não sei o que me acontece. Devo
independente ser o acontecido para sentir-me um ser. Entende? Não me interessa
apenas ser. Ser apenas ser porque meu destino assim promulgou que eu deva ser
não me satisfaz. Sendo eu o ser que eu sou, terei mais forças em ser o que não
quero continuar sendo. Entende? Só assim poderei ajudar quem de mim precisa de
ajuda.
Só assim chegarei até você
Só assim terei à alegria de você.
Só assim morrerei feliz por você.
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