Como passou o fim de semana? Espero que bem.
Sempre espero alguma coisa, não é? E por quê? Insuficiência de viver? Por não
saber adequadamente viver dentro da vida que tenho? Não sei. E não sei se devo
saber. Mas uma coisa é certa, nunca devo viver a vida que não é minha, e nem
viver a vida para outra pessoa. Devo viver a minha vida sem culpa, sem
angústia, sem remorso, sem ódio e sem a pecha de ser culpado por não viver a
liberdade da vida que possa existir em mim.
Devo viver a aplicação em que meus textos os
olhos veem sem sentir o momento, o vazio instante. Desnudar o olho que me vê
mais autentico, sem escárnio e sem pudor do presente mesmo que seja oscilante,
mas que seja ele próprio e não ver por outros olhos.
E com o olho desnudo, percorrer tudo esclarecendo o nada que possa o medo
trazer na evolução de sentir o medo. A essência vital da córnea vibrará nos
contornos da vida entre a oscilação dos corpos fracos de queixumes ao ofertar
pelos cantos o amor carnal. Sentir a força que há na face, vibrar o olho
estarrecido diante do que vê. Ouço da boca masculina os gestos contornando
gestos na caricia de sentir o próprio ato de criar o gesto.
Vem-me a dor, a dor de sentir que não tenho
antes de conhecer a dor que me acompanha em todos os instantes. Ah! Dor! Dor!
Esbraveja sua incompetência na dor que sempre tenho. Esbraveja tua carne
retalhada em postas de sangue, em nacos de desejos se fartando da minha carne.
Suga todas as partículas que há nas fibras e, sorria feliz por ter conquistado
o direito de ser. Esbraveja tua alegria incontida num copo de cerveja
enregelando a alma.
Depois, se desejar ser necessário, deite tua cabeça na morna ausência de luz da
madrugada, e, durma o sono de ser apenas um ser único e consciente de existir
para o todo sempre que lhe for possível viver.
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