Depois do almoço.
Tomado pela sonolência que o almoço provoca, tinjo-me de uma cor opaca, meio
que cinzenta, talvez por causa do frio úmido riscando os espaços de formas e
figuras indefesas lutando para sobreviver neste mar revolto da Avenida
Paulista.
Palavras surgem à mente sem impor
uma coerciva criatividade, sem conectar mentalmente no que escrevo, apenas
cria-se uma demência para que elas, as palavras, sejam impressas na tela branca
do monitor, como forma de expressão nada mais.
Surgindo em relâmpagos fugaz, uma
ou outra palavra, escapa e se fixa aleatoriamente descarregando sua
eletricidade aparentemente de conteúdo além da expectativa.
Os prevenidos sabem da escassez que há nessas palavras, mas os não prevenidos se embevecessem diante de uma grande pérola rara que deve ser eternamente admirada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário