Procuro por tudo sem encontrar nada que possa interessar aos que desejam o
tudo.
Jogo palavras avulsas e dispersas no pensamento
aflitivo de ser palavra tão somente como eu sou eu.
Desordenadas se agrupam na morfologia dos
sentimentos atribuindo cada uma, seus caracteres.
Dedos mecânicos pressionam teclas que por sua
vez, num passe mágico surge o que a mente deseja.
E a mente, mente para si própria que não sabe o
que deseja.
Soa aos ouvidos a palavra mente como mantra distorcido da indumentária indiana.
Tanjo as cordas da cítara e, num vislumbro
audacioso, vejo-me no som que se propaga infinitamente.
Vejo nas águas puras do Ganges todo o exorcismo
impuro dos banhistas trôpegos da vida.
Purifico-me nos olhos místicos da sabedoria dos
mestres escondidos em cada reentrância da vida.
Purifico meus chakras na realidade sexual da mãe terra que em teus seios, tudo colhe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário