Tenho-me
esquecido de você. Procuro as palavras para não me lembrar de você. Traiçoeiras
no querer esquecer lembro-me cada vez mais. Não sou o perfeito semeador de
coisa nenhuma, no entanto, semeio a dúvida, a angústia, a ansiedade colhendo
teu silencio em mim como sermão cheio de retorica. Leio livros para
enriquecer-me de novas palavras para que me lembrem o que eu quero esquecer.
Ouço música vinte e quatro horas para que me levem ao que eu quero e não tenho.
Caminho longa estrada sem sair do lugar na esperança de me encontrar onde
deveria estar e não estou. Na quietude entre quatro paredes sou reconfortado de
sonhos cheios de esperança. Ainda não me entreguei a derrota.
É isso... ou, não é?
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