No
fim da noite começo da madrugada sentado a mesa com a caneta entre os dedos me
enfio a procurar palavras numa voraz insanidade mental conturbado de várias
ideias maluca onde caço uma que vale a pena transformá-la em história plausível
de se ler.
Difícil
empreitada nesse frio desnaturado enrijecendo os dedos onze graus e se comentam
que vai esfriar mais ainda e tem os putos imbecis que viajam para lugares aonde
a temperatura chegue abaixo de zero só para sentirem mais frio e vestem blusas blusas
cachecol casacão casacão e tomam vinho quente é um porre o frio.
Plataforma
do metrô o vento frio bate no corpo suado ergo a cabeça pensativo no que vou
escrever enquanto o trem encosta sua carcaça na plataforma e saia gente e entra
gente e consulto o horário no celular e vejo que ainda é cedo e verifico que
não consigo cronometrar o tempo chego cedo e sento no banco e leio um pouco até
que começo a bocejar e lágrimas escorrem dos meu olhos e procuro escrever um
pouco no caderno de capa dura vermelha e sem perceber o caderno escorrega da
minha mão caindo no chão e assustado acordo e pego o caderno e rapidamente me
levanto e fico andando de uma lado para o outro a espera do próximo metrô...
É
isso... ou, não é?
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