quinta-feira, 30 de junho de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.791(2022)

    

         No fim da noite começo da madrugada sentado a mesa com a caneta entre os dedos me enfio a procurar palavras numa voraz insanidade mental conturbado de várias ideias maluca onde caço uma que vale a pena transformá-la em história plausível de se ler.

         Difícil empreitada nesse frio desnaturado enrijecendo os dedos onze graus e se comentam que vai esfriar mais ainda e tem os putos imbecis que viajam para lugares aonde a temperatura chegue abaixo de zero só para sentirem mais frio e vestem blusas blusas cachecol casacão casacão e tomam vinho quente é um porre o frio.

         Plataforma do metrô o vento frio bate no corpo suado ergo a cabeça pensativo no que vou escrever enquanto o trem encosta sua carcaça na plataforma e saia gente e entra gente e consulto o horário no celular e vejo que ainda é cedo e verifico que não consigo cronometrar o tempo chego cedo e sento no banco e leio um pouco até que começo a bocejar e lágrimas escorrem dos meu olhos e procuro escrever um pouco no caderno de capa dura vermelha e sem perceber o caderno escorrega da minha mão caindo no chão e assustado acordo e pego o caderno e rapidamente me levanto e fico andando de uma lado para o outro a espera do próximo metrô...

         É isso... ou, não é?

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