quarta-feira, 13 de julho de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.796(2022)

                 

         Andréia lentamente passa o dedo na mancha que há no meu corpo. Não é propriamente mancha e muito menos verruga, não é mancha poque é saliente e não é verruga porque é esparramado, meio escuro puxado para o marrom. Com a unha raspando delicadamente Andréia tira pequenos pedaços de sebo, é sebo, foi o que médico disse: sebo, os pedaços não são bem pedaços, mas sim, farelos de sebo parecendo queijo ralado.

         - Dói?

         - Não.

         Assim ficamos por um bom tempo deitados. Andréia com a cabeça em meu peito, sua mão acarinhando a mancha do lado direito da minha bunda, no esquerdo há outra idêntica. Aos poucos, depois de um bom tempo começo a ficar excitado, não falo nada. Andréia ao perceber se joga por cima de mim, carinhosamente rude se movimenta num vai e vem delicioso por longo e bom tempo.

         É isso... ou, não é?

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