Andréia
lentamente passa o dedo na mancha que há no meu corpo. Não é propriamente
mancha e muito menos verruga, não é mancha poque é saliente e não é verruga
porque é esparramado, meio escuro puxado para o marrom. Com a unha raspando
delicadamente Andréia tira pequenos pedaços de sebo, é sebo, foi o que médico
disse: sebo, os pedaços não são bem pedaços, mas sim, farelos de sebo parecendo
queijo ralado.
-
Dói?
-
Não.
Assim
ficamos por um bom tempo deitados. Andréia com a cabeça em meu peito, sua mão
acarinhando a mancha do lado direito da minha bunda, no esquerdo há outra
idêntica. Aos poucos, depois de um bom tempo começo a ficar excitado, não falo
nada. Andréia ao perceber se joga por cima de mim, carinhosamente rude se
movimenta num vai e vem delicioso por longo e bom tempo.
É
isso... ou, não é?
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