sexta-feira, 15 de julho de 2022

Diário de um sentir – Caderno número 9.797(2022)

                      

         Merda. Hoje ao colocar água no filtro percebi que quebrei a vela. Pois é! Como quebrei? Quando quebrei? Não sei. Não lembro. Soltei um berro de puta que pariu. Quando foi a última vez que lavei o filtro? Será que foi nesse momento que quebrei a vela? Se fosse teria notado, não é? E não percebi. Como não percebi? Quebrei e coloquei a vela quebrada? Que dia foi? Ontem. Hoje. Semana passada. Não sei. Não lembro. 0lho no espelho. Não me reconheço. Quem sou eu? O cara que me olha não me responde. Forço a me lembrar quem sou eu. Forço a me lembrar dos últimos eventos. Forço a me lembrar das últimas ações. Carallho! Não lembro. Estou sentado no sofá. Como vim até aqui? Alguém me trouxe? Me jogou no sofá? Não sei. Não quero pensar. Algo me diz que pensar é sinônimo de vida. Ouço vozes. Não distingo o que dizem. Meu peito sobe e desce uma duas três quatros vezes. Os olhos pesam. Fixo o olhar num ponto infinito. Meu viver. Essa ponta do tecido da blusa tenho que virar dessa maneira. A mão de alguém interrompe o que faço. Droga! Levanto-me. Preciso comprar outra vela para o filtro. Não me deixam. Levam-me de volta e me jogam no sofá. Não quero ficar aqui. Quem é você? Qual o seu nome? Não chore...

         É isso ... ou, não é?

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