Abriu o guarda-chuva de cinco reais. Logo viu o quanto perecível era o
guarda-chuva de cinco reais. Abriu o guarda-chuva. Precisava abrir. Não parava
de chover. Saiu na hora do almoço sem guarda-chuva. Não se molhou porque vestia
a jaqueta jeans a qual, abotoou até o pescoço, no entanto a cabeça recebia os
pingos, nem grossos e nem finos, do que parecia ser uma chuva. Foi então que
reparou. Nesses momentos de transtornos, como a chuva, as pessoas ficam mais
agitadas, os carros se avolumam, o brilho individual se espelha nas poças de
águas acumuladas pela calçada desregular. Saiu do prédio sem saber se estava ou
não chovendo. Saiu. Enfrentou os pingos da água que caia das nuvens, apesar de
que não se via nuvens nenhuma, mesmo assim, abotoou a jaqueta jeans e enfrentou
a chuva. Claro, como sempre foi preciso desviar dos guarda-chuvas com suas
ponteiras assassinas. E bravamente, como herói arqueológico, foi desviando dos
algozes pontas. São e salvo chegou ao restaurante. Só o ralo cabelo estava meio
úmido. Passou o braço da jaqueta nos cabelos procurando secá-los.
O restaurante com sua capacidade meio cheia, não querendo, estavam com pressa,
precisou esperar uma mesa. Por sorte, uma no canto foi logo desocupada.
Dirigiu-se para lá. Sentou. Fez o pedido. Amassou a pimenta no prato e passou
lentamente a saborear o pão molhando-o na pimenta.
Bem, encurtando a história. Logo chegou o prato
pedido. Comeu, pagou e saiu do restaurante. Passou pelo vendedor de
guarda-chuvas de cinco reais, comprou um e alegremente foi embora. Entrou no
prédio, esperou uns longos segundos pelo elevador. Assim que ele chegou
pressionou o andar, e assim que ele chegou ao quinto andar, saiu, abriu a porta
de vidro, passou o cartão na máquina (?) e dirigiu-se a sua baia. Não sou
cavalo, pensou. Ligou o micro, escreveu essas palavras grotescas, colocou o
ponto final. Fechou mais uma vez o World. E mesmo não querendo, se pôs a
trabalhar. Que merda!
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