O corpo dolorido dava a impressão de que tivesse sido amassado por um rolo compressor. Os olhos impacientes não permaneciam abertos. A todo instante a escuridão da sonolência apagava a claridade. Faz anos que o corpo não tem o descanso merecido. Era como se tivesse carregado sacos de areia por horas infindáveis. Na verdade, no meio da madrugada, despertou com essa sensação. Levantou tateando os contornos da sombra, tropeçando nos móveis, e, lentamente abriu a porta do quintal com a certeza de encontrar as pedras amontoadas no muro como prova da realidade. Mas o que encontrou para sua surpresa, foi à luz prateada da lua cristalizando as gotículas de orvalho, como pequenas lágrimas, sobre todas as rosas vermelhas da roseira. Suspirou agradecido, fora somente um sonho. Voltou para a cama e dormiu profundamente.
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