O dia amanhece cheio de
sentimentos petrificados
Na ansiedade dos passos os quais
se registram
Palavras na tentativa de
quebrarem pedras de sal
Em cada esquina solitária de
vidas apressadas
Emana dos gestos um pedaço de
carne sanguínea
Onde a angústia se estatela em
quadriláteros de fome
Registrando um suicida num futuro
de morte
O sabre enferrujado é abandonado
E a vassoura não varre mais o
terreiro lá de casa
Que continua sujo por causa da
preguiça
E a saudade se dissipa com um
trago venenoso
Na quentura de um afago retraído
no desamor
Das palavras sem sentido
Assim caminham os aventureiros na
ânsia de glória
Quebrando pedras de suores
insignificantes
E todos os dias morrem milhares
de peixe envenenado
no petróleo ganancioso
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