Desmontam a estrutura das festividades do passado reinando no presente o
dia-a-dia corriqueiro. Soaram os sinos foguetórios de risos alegres despejando
no velho as velhas esperanças abraçando o novo em esperanças novas. A noite se
iluminou espocando brilhos em todas as direções. Gritos de vivas elevaram-se
nos quatro cantos do país emborcando champanhes em saltos de ondas e comilança
de lentilhas e outras previsões orando para que sejam concretizadas.
Desmontam a estrutura das festividades encravando na pele as rotinas
burguesas onde os aflitos caem na realidade da terrível sobrevivência de carnês
e dividas para vencer ou vencidas. Sempre o dia se abre em glorioso sorriso
amarelado pelo sol que poucos observam. A sensibilidade não é para todos. A
maioria são trabalhadores insensíveis aos devaneios da natureza. Não são
poetas, pois poetas se alimentam do abstrato que os consomem em palavras nem
sempre compreendidas.
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