De palavras que concretizam
Na existência do ser
O poema lambe invisível
Contornos da carne
Em delírios dos passos
Cadenciados na paz
Dos gritos esfacelados
A poesia se sucede
Em espasmos lingüísticos
Ao sabor da vida palavra
Que translúcida
Estampa a carência
Dos sonhos não concretizados
O poema adormece
Aconchegam-se os dedos
À espera de palavras
Que em retângulos
Concretize um novo ser
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