E o vento leva os pedaços de sombras formando tua imagem. A tua imagem refletida na consciência do eu querer pulverizado de amnésia alcoólica a me levar aos braços que me aceitam apenas por dinheiro. Reajo. Tento reagir, e me enfraqueço no desejo profano do prazer pelo prazer tão somente como verme que se alimenta da podridão. Entrego-me a consciência de que terei novamente você em meus braços saciando meu desejo. E quando vejo, estou em cama desconhecida, entre braços estranhos e, você cada vez mais distante. Juro. Reajo, tento reagir, no entanto distante estamos e você não me ouve, nunca me ouvira e, se ouviu alguma vez, achou que a dor seria meu alimento, afinal sou poeta e nada mais louvável que um poeta amargurando suas dores em palavras que nada lhe dizem, não é?
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