não em claro, numa sonolência entorpecida pelo sonho de não ter lhe dado
beijos o suficiente que confirmasse o quanto te amo.
Rolando na cama com a dúvida de que você achasse que os beijos foram
insuficientes e nada acrescentaram ao nosso relacionamento, vi a claridade
se infiltrando por entre a persiana da janela.
Os olhos dormentes de sono demoraram a se acostumarem com a claridade da
manhã.
Liguei o som e debaixo do chuveiro deixei a água beijar meu corpo
entorpecido de sono.
Cinqüenta minutos depois estava na rua a espera da condução para que a
vida continuasse sem interrupção.
E numa cena surreal, a caterva se locomovia em passos lentos na mesma
direção, pouco importando que eu andasse no contra fluxo.
Nisso senti tocar o meu ombro esquerdo.
Era você que sorria docemente para mim.
Retribui o sorriso, mas a claridade da manhã me despertou completamente.
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