a própria cidade
em seus cantos
pontos e recantos
sonoriza os passos
que há em cada pedra
da praça
da rua
da avenida
em cada folha
em cada árvore
em cada tronco
que há em cada
esquina esburacada
busca no ser
o infinito
que se deposita
na luminosidade
da alma
revelando a tristeza
na alegre saudade
do que não será mais
impregnado de olhar
que há em cada janela
que se abre
recebendo a vida
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