Olho o corredor do fretado. Praticamente vazio. Esparsas cabeças ondulam sonolentas no balanço do transito vazio de carros, das ruas vazias, dos elevados, das passarelas, da alma fútil transitando preocupação passageira.
Foi-se, não foice, foi-se de ir, de acabar, foi-se – não sei se está certo, não fui um gênio em português, especialmente em gramática – mas foi-se uma segunda, uma terça, uma quarta, um feriado, uma semana inteira passou rapidamente despercebida.
E aqui nesta sexta-feira curtindo minha dignidade profissional, se é que tenho ainda, me pergunto: será que tem alguém que goste realmente dessa submissão, dessa opressão em entregar relatórios, de pagar contas, de PIS, CONFIS e os cambaus a quatro? Será? Talvez tenha... Mas estou divagando sobre um tema já batido.
Portanto peço licença para mudar o tom dessa crônica. Esse preâmbulo foi só para esquentar os dedos deixando as palavras me dominar e me levar inconscientemente à noite de ontem, onde com grata satisfação assisti a apresentação da Orquestra de Câmara de Manaus, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus.
Com que desenvoltura e competência amalgamando gestos suaves, rítmicos deu conta do recado excelentemente. Quem te conhece, Marcelo, não poderia imaginar que um menino, um pouco maior que o teu sobrinho-afilhado, que um dia saltitando entre as pedras da praia me mostrava à cama do Anchieta, estivesse hoje em frente à Orquestra de Câmara de Manaus.
Nunca poderia imaginar vendo aquele menino risonho tentando me explicar, num piano os acordes que tão bem você sabia. E como você ria da minha ignorância musical. Mas você sabe que fui sempre um diletante e, ainda hoje sou.
Com que paixão via você, nos aniversários, acatando os pedidos que lhe faziam e, com os pequenos dedos soltava notas uma atrás da outra com tamanha facilidade.
E a primeira aparição sua na TV Cultura, no programa do maestro Júlio Medaglia, onde participou de um coral. Talvez, posso imaginar o orgulho seu e de seus pais, fosse o mesmo orgulho quando participei da minha primeira antologia poética.
Em seguida, o que lembro, na apresentação da Flauta Mágica onde vi pela primeira vez você regendo. Lá estava, você com desenvoltura comandando e deliciando-nos.
E hoje, com seu porte, como é que posso dizer, mirrado, pequeno, não sei, mas grandioso desincumbindo uma função no Teatro de Manaus, como diretor artístico ou de maestro regente da Orquestra de Câmara de Manaus, só posso lhe dizer uma única palavra: OBRIGADO, obrigado por proporcionar, não só a mim, mas a todos que te admiram, a beleza de tua luz que sempre irá iluminar a magia da arte musical.
Agraciados são os manauenses em tê-lo como diretor artístico do Teatro de Manaus.
Foi-se, não foice, foi-se de ir, de acabar, foi-se – não sei se está certo, não fui um gênio em português, especialmente em gramática – mas foi-se uma segunda, uma terça, uma quarta, um feriado, uma semana inteira passou rapidamente despercebida.
E aqui nesta sexta-feira curtindo minha dignidade profissional, se é que tenho ainda, me pergunto: será que tem alguém que goste realmente dessa submissão, dessa opressão em entregar relatórios, de pagar contas, de PIS, CONFIS e os cambaus a quatro? Será? Talvez tenha... Mas estou divagando sobre um tema já batido.
Portanto peço licença para mudar o tom dessa crônica. Esse preâmbulo foi só para esquentar os dedos deixando as palavras me dominar e me levar inconscientemente à noite de ontem, onde com grata satisfação assisti a apresentação da Orquestra de Câmara de Manaus, sob a regência do maestro Marcelo de Jesus.
Com que desenvoltura e competência amalgamando gestos suaves, rítmicos deu conta do recado excelentemente. Quem te conhece, Marcelo, não poderia imaginar que um menino, um pouco maior que o teu sobrinho-afilhado, que um dia saltitando entre as pedras da praia me mostrava à cama do Anchieta, estivesse hoje em frente à Orquestra de Câmara de Manaus.
Nunca poderia imaginar vendo aquele menino risonho tentando me explicar, num piano os acordes que tão bem você sabia. E como você ria da minha ignorância musical. Mas você sabe que fui sempre um diletante e, ainda hoje sou.
Com que paixão via você, nos aniversários, acatando os pedidos que lhe faziam e, com os pequenos dedos soltava notas uma atrás da outra com tamanha facilidade.
E a primeira aparição sua na TV Cultura, no programa do maestro Júlio Medaglia, onde participou de um coral. Talvez, posso imaginar o orgulho seu e de seus pais, fosse o mesmo orgulho quando participei da minha primeira antologia poética.
Em seguida, o que lembro, na apresentação da Flauta Mágica onde vi pela primeira vez você regendo. Lá estava, você com desenvoltura comandando e deliciando-nos.
E hoje, com seu porte, como é que posso dizer, mirrado, pequeno, não sei, mas grandioso desincumbindo uma função no Teatro de Manaus, como diretor artístico ou de maestro regente da Orquestra de Câmara de Manaus, só posso lhe dizer uma única palavra: OBRIGADO, obrigado por proporcionar, não só a mim, mas a todos que te admiram, a beleza de tua luz que sempre irá iluminar a magia da arte musical.
Agraciados são os manauenses em tê-lo como diretor artístico do Teatro de Manaus.
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