, com os olhos castanhos escuros, ele olhou num perfil relaxado o ambiente quase vazio da alma.
Sentou-se à mesa de sempre e de
sempre a caipirinha com bastante açúcar pediu.
Na dobra das palavras abriu o
livro de contos de Hemingway, desligou o sensor de captação de conversa alheia
e, se aprofundou tematicamente na leitura.
Sorvendo o sabor aos poucos das
palavras, foi digerindo a goles pequenos, a caipirinha com bastante açúcar.
Vinte minutos passou entretido
nessa conversa muda com Hemingway.
Nisso na curva do passado,
trazendo no vento do esquecimento, a saudade se alojou no peito coberto de
tiras de magoas.
Procurou rebater, se fechar, no
entanto, por descuido não viu a brecha no canto escuro e, quando percebeu, ele
já estava tomado.
Assim, com uma violência morna de
uma tarde de outono, a saudade se acomodou levando-o a cair numa modorra
melancólica.
Reconheceu a situação em que se
encontrava e, por se reconhecer foi que se entregou a luxúria do prazer de aborrecidamente estar embriagado.
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