corre
a seiva que se concretiza
nos
campos de concreto
o
fruto que surgira no futuro
em
sangue etílico pulsa
a
argamassa das vozes
presa
aos tijolos da vida
terra
e nos aços dos prédios
vazios
sinistros e sombrios
onde
a alma rotineira
é
presa no dia a dia
nosso
de cada dia
bebo
tua alegria fugidia
cuja
amizade fortalecida
em
anos de convivência
rascunhando
palavras
palavras
de sentidos diversos
de
transformação
do
ser em ser
o
próprio ser
de
cada dia
o
sol rasga apressados
passos
transformando
no
asfalto preto da existência
poucos
verdes a embelezar
a
fria vida de honoríficos sonhos
empurrando
a felicidade
que
sorri iludida
no
dia a dia nosso
de
cada dia
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