Mais uma manhã sem a luz iridescente do sol para
esquentar a cacunda dos símios aloprados na iminência de serem tragados por
suas necessidades fúteis e descartáveis. A manhã transcorrera imperturbável
seguindo o ciclo da natureza que pouco se importa com os imbecis símios e suas
sofríveis preocupações a não ser, com a transformação que ela, a natureza, vem
sofrendo por causa dos ignorantes e gananciosos. Ora é um tufão, ora é um
vulcão, um terremoto, tsunami e outras demonstrações de que a natureza se
encontra cansada e que precisa de mais respeito. Mas fazer o que se a
imbecilidade humana só pensa em si própria.
Talvez chamar os humanos de símios seja um tanto pesado
ou até um pouco pejorativo. Não acha? Não para os humanos, mas para os próprios
símios, coitados que não tem nada com as barbaridades humanas! Peço desculpas
aos símios, eles não merecem tal comparação.
Pois o ser humano e a sua humana sociedade podre, em
ritmo de falência, não merecem nenhum epíteto a não ser, o desprezo total e
animalesco levando ao extermínio o mais rápido possível. Desprezo à humanidade,
não merece nenhuma atenção da minha parte. Talvez o ser humano possa ser salvo,
mas como humanidade não merece a salvação.
É difícil desassociar o ser humano da humanidade. Pois
se eu sou um indivíduo, pertenço à humanidade, mas se eu cometer uma
atrocidade, não posso dizer que foi a humanidade quem cometeu a atrocidade,
entende? Não, acho que não. Se nem eu entendi. Deixemos esse quesito para os
filósofos que gostam de discorrer sobre um mesmo tema sem chegar a nenhuma
definição.
Creio que não
seja preciso enumerar as imbecilidades, é só ligar a televisão, ou o rádio, ou
abrir o jornal para ver ou ler as atrocidades dos imbecis de gravata e suas
dançarinas; os imbecis que dá prisão comandam e desmandam na cidade; os imbecis
que matam por matar sejam por questão social, amorosa ou sexualidade; os
imbecis que jogam futuros cidadãos no lixo ou na lagoa; os imbecis que com suas
máquinas fazem uma extensão do corpo vivendo alucinadamente como se fossem os
infalíveis; os imbecis que não respeitam nada e ainda riem ao ver o edifício
desabar; os imbecis riquinhos que mata doméstica pensando que fosse prostituta,
como se prostituta não merecesse a condição de gente; os imbecis que queimam
índio e continuam em liberdade; o imbecil promotor que mata e continua na ativa
recebendo seu vultoso salário; os imbecis fanáticos com suas ricas igrejas
enriquecendo cada vez mais; os imbecis fanáticos futebolísticos tapados que se
digladiam até a morte; os imbecis camelôs que só emporcalham a cidade e ainda
são protegidos pelos imbecis e corruptos fiscais; há, não posso esquecer os
imbecis acomodados que não fazem nada, apenas reclamam e não lutam por seus
direitos; mas o maior dos imbecis é o povo, não o povão que vive de promessas e
vota em que melhor lhe dá esperança, mas o povo ilustrado, os que têm certa erudição
e nada fazem, esses são os piores imbecis dessa nação de imbecis.
É uma vergonha
viver entre imbecis tapados e se julgar um imbecil também. Quer dizer, não me
julgo um imbecil, eu sou um imbecil, pois faço parte dessa humanidade, sou um
ser humano, um indivíduo como outro qualquer e não me excluo de tudo o que
disse aqui. Faço parte dessa imbecilidade.
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