Cicatrizes se fecham, outras surgem mais profundas,
feridas abertas que sangram a vida em vermelhas lágrimas.
Ando sem caminho, sem destino, correndo perigo a cada
esquina, a cada viela, em cada praça.
Subo andaimes para livrar-me das dores, encontro-me
comigo solitário.
Retiro
palavras maceradas por pés que não sabem aonde se dirigir.
Cambaleio de
um lado para o outro sem prestar atenção na calçada úmida da madrugada.
Para lá e para
cá deslizo angustia fixada nos outdoors invisíveis conturbando a mente.
Teimo em
viver.
Para que e porque alimento essa teimosia?
Para que eu tenha sempre esperança naquilo que eu sei
não terei?
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