quinta-feira, 11 de abril de 2024

Cicatrizes se fecham

  

Cicatrizes se fecham, outras surgem mais profundas, feridas abertas que sangram a vida em vermelhas lágrimas.

Ando sem caminho, sem destino, correndo perigo a cada esquina, a cada viela, em cada praça.

Subo andaimes para livrar-me das dores, encontro-me comigo solitário.
Retiro palavras maceradas por pés que não sabem aonde se dirigir.
Cambaleio de um lado para o outro sem prestar atenção na calçada úmida da madrugada.
Para lá e para cá deslizo angustia fixada nos outdoors invisíveis conturbando a mente.
Teimo em viver.

Para que e porque alimento essa teimosia?

Para que eu tenha sempre esperança naquilo que eu sei não terei?

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