Colheu o sentimento na palma da
mão e deixou que o sol expandisse em várias direções encaminhando-o ao seu
destino.
Rasgou a fibra de só ser numa
consistência ativa de passadas calcando uma por uma as pedras irregulares do
calçamento.
Cruzou a Paulista na transversal
mesmo que o tempo não fosse apropriado e saiu no colo de uma alegria que não
era dele.
Sendo um estranho, compartilhou
dessa alegria, compartilhou da música que naquele momento rolava sem mesmo
entender o que o cantor em gritos histéricos cantava.
Compartilhou com tudo, pois sabia
que compartilhando ou não você não estaria com ele e, mesmo que estivesse a música
o tomaria por completo a ponto dele se desligar de tudo, até mesmo dele
próprio.
E assim ele fez se desligou e
voou por sobre tudo aquilo que representava a ele de negativo, voou e voou
longe, tão longe que nem mesmo o teu olhar perspicaz como sempre foi, não
conseguiu acompanhá-lo.
No seu voou encontrou a paz
procurada encontrou outro eu que não era ele e ao mesmo tempo sentia-se ele a
ponto de fechar as asas da liberdade e despencar num parafuso suicida.
Assim ele tornou-se presente em
você e você se tornou nele presente em todos os instantes em que um viveu para
o outro.
E a luz da manhã intensamente
iluminou com candura o dia que nascia.
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