A noite sorri o brilho despreocupado nos olhos de quem procura preencher o vazio das vozes.
Risca
os passos o caminho tracejado pela situação encobrindo sexos murchos entre as
pernas alcoólica do medo de ficar a sos.
Soam
lábios ardentes estampando no concreto a ebulição da vida acorrentada pelo
moralismo fechado nos prédios decadentes.
Luminosos
bolorentos e arcaicos transluzem o consumismo massificante, onde se vende tudo,
da mãe ate a lama aos traficantes donos do poder.
Das
veias que cruzam a cidade, jorra o sangue carbônico talhado pelo canivete cego
da adversidade.
Drogas
mortais são fabricadas pra que se possam fugir da realidade viciada na
prostituição governamental.
Nada
se aproveita.
Nada
se cria.
Tudo
é demagogia.
Socialismo
ou comunismo.
Da
direita ou da esquerda?
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