a musica invade o salão
de
almas vazias
nas
mesas
ouvem-se
vozes
de
silêncio
cristalizam-se
os copos
de
acidez ferina
no
espocar dos vivas
em
champanhes borbulhantes
na
estrutura metálica
a
ferrugem se instala
corroendo
a saliva
dos
mortos vivos
na
esquina sombria
chora
o pedinte sua fome
de
embriagado perdido
entre
etílicas luzes das estrelas
cada
um sabe
o
sapato que lhe
aperta
o pé
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