domingo, 9 de junho de 2024

A amizade é azul.

(A liberdade é azul)


Se a vontade é branca, a amizade é azul. Nesta primavera de inverno, o colorido se torna encruado pelo frio inesperado. A vida corre no passo umedecido em busca do destino certo e correto na esperança que, no final, a felicidade seja completa. No filete de sangue há sempre uma lágrima por alguma coisa. Não a sentimos por que o sangue seco não umedece a vida, em alguns casos a transforma, em outros, transtorna ofuscando o azul.  

Mesquinhos, frágeis narcisistas perambulam na ociosidade mendigando comida. Ninguém lhe dá atenção, cada um na sua e todos, um pouco por dia, morrem com a sensação de não sentir dor. E todos caminham por seu destino julgando-se felizes por fazer o que desejam ou, talvez, por fazerem o que julgam ser sua liberdade de expressão e movimento. Hipocrisia pensar que estamos certo, quando nossos movimentos dependem da liberdade expressa na liberdade dos outros.

Se azul é a amizade, onde estão os amigos que se diziam amigos? Onde estão à amizade recíproca que esquecidas morreram no empobrecimento dos afazeres burguês constituindo cada um a sua família? E no azul sombrio, cada um percorre seu caminho se libertando dos grilhões paternais e, construindo seus próprios grilhões falsos liberais.

Liberdade que prende, subjuga o ócio pelo proibido sempre excitado pela liberalidade que se pretendia enraizada nos bons costumes da família e prosperidade.

Acorrentado, envolve-me no cobertor e procuro dormir sossegado sem pensar no que pode ou no que poderia acontecer.
Apago a luz e deixo a escuridão do quarto cobrir as pudendas partes da imaginação que se aflora em sonhos nunca realizados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vazia.

                                            Vazia. A minha mente está vazia.Vazia.Vazia.Tanta coisa as quais posso escrever e nada me vem à ...