segunda-feira, 3 de junho de 2024

A luz que a esperança anima

  

A luz que a esperança anima meus passos é fraca, como é fraca a pulsação do amor.
Palavra que deveria bater em meu peito como fonte de mel que, outrora, jorrava dos seus lábios.

Desliza por um fio tênue gotas de salivas ácidas umedecida no pano da insatisfação.
Poreja ao sol do meio dia o suor da calçada que do meu corpo absorve lacerando a carne.

Os sons que meus ouvidos não distinguem como real é apenas o futuro se projetando a minha frente.

Vejo, ouço, sinto, e ao mesmo tempo, vejo músicas difusas, e ao mesmo tempo, ouço as imagens abstratas, e ao mesmo tempo, sinto o que nada sinto por causa da tormenta rasgando minha pele em mil pedaços de sombras espalhadas ao vento da saudade.

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