A luz que a esperança anima meus passos é fraca, como é
fraca a pulsação do amor.
Palavra que
deveria bater em meu peito como fonte de mel que, outrora, jorrava dos seus
lábios.
Desliza por um fio tênue gotas de salivas ácidas
umedecida no pano da insatisfação.
Poreja ao sol
do meio dia o suor da calçada que do meu corpo absorve lacerando a carne.
Os sons que meus ouvidos não distinguem como real é
apenas o futuro se projetando a minha frente.
Vejo, ouço, sinto, e ao mesmo tempo, vejo músicas
difusas, e ao mesmo tempo, ouço as imagens abstratas, e ao mesmo tempo, sinto o
que nada sinto por causa da tormenta rasgando minha pele em mil pedaços de
sombras espalhadas ao vento da saudade.
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