Neste meio dia bonito de chuva o povaréu sai em
debandada correria para não se molhar. Correria atropelando poças de angústias
agastadas em rostos onde a saudade de algo, quem sabe melhor e menos
estressante, possa aliviar a dor de estômago que reclama comida. Uns vão para
lá outros para cá e outros para o além das possibilidades de sobrevivência
catando migalhas entre passantes despreocupados de suas existências.
O mundo giro normalmente ressentido e, a mãe natureza,
em muda rebeldia reclama os direitos de viver sem interferência. Gira o mundo e
giramos nos passos egocêntricos de uma hipócrita individualidade de Big Brothers,
Kelly Ky, Faustão, Gugu, Banda Calipso, Bruno e Marrone, se deixando acomodar
no estrangeirismo por ser chique o modismo.
E hoje, ao subir no elevador, no monitor que disparas
notícias “flash”, bom acho melhor dizer: notícias rápidas que o
Ministério Público vai proibir palavras estrangeiras no comércio.
O que eu acho um absurdo. O povo, principalmente a
juventude, deveria se conscientizar da beleza da nossa língua, se orgulhar de
termos a mais bonita língua do mundo e não permitir o abuso de palavras,
principalmente inglesa no nosso dia a dia. Assim como acho absurdo, e não sei
se ainda existe essa lei, em que os cinemas eram obrigados a passar filmes
brasileiros, assim como as rádios tocar músicas brasileiras.
O que o povo quer é sexo, cerveja e rock´ and roll na
veia, ah! estava esquecendo o futebol, e que se dane quem passa fome, se
há desabrigados, se há políticos ladrões, se há ignorância, se há felicidades,
e o que é pior, que possa existir essa tal da felicidade.
Smile my darling smile o carnaval vem aí, vamos passar
os quatro dias na maior orgia oficializada e permitida sambando e bebendo e
transando com deus e com todos, vamos meu bem sorria que a vida é uma só, para
que nos preocuparmos com o que pode ou poderá nos acontecer?
Os falsos propagadores da “auto-ajuda” não ensinam que
o importante é o hoje, o instante, o momento? Então vamos nos preocuparmos com
o agora... Com o já... O instante que mesmo sendo instante já é passado.
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