sexta-feira, 30 de agosto de 2024

O vento matinal.

 

 O vento nesta manhã clara agita as tiras da cortina forçando sua entrada no ambiente abafado de claridade artificial.

 Roça a pele dos objetos empurrando moléculas resistentes com seu aroma suave de quarta-feira agradável e frutífera.

 Presságios que seus olhos de brilho castanhos trouxeram para minha pele árida de afagos e carinhos.

 Abro o peito à saudade deixando que o vento de leve bata em meu corpo como se fosse o beijo que não me deste.

 Guardo cada molécula do vento como garantia dos beijos que ainda espero e desejo receber.

 Assim, refreando a ansiedade, coloco um ponto final na angústia, salvo o arquivo no coração da vida, fecho o Word revelador dos meus desejos e abro o programa da sobrevivência e me ponho a trabalhar corajosamente.

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