A mente se esfacela em tiras
iguais a tira da cortina impedindo a claridade.
Colho o que plantei, pois sei o
que devo ou não fazer.
Continuarei plantando sementes
que só no futuro irão dar frutos.
Quais os frutos que não tenho
permissão para saber, apenas sei que colherei.
Não me importo com a colheita,
sei que me influenciará de alguma maneira.
O único cuidado que deverei ter é
colher adequadamente os frutos.
Claro que ao plantar as sementes,
procuro de algum jeito plantá-las corretamente, dentro do padrão em que, por
todos esses anos, venho-me beneficiando, isto é, vivendo.
Não tenho preocupação nenhuma em
desvencilhar dos erros, dos passos mal dados.
Por enquanto caminho no meio fio
do perigo sem saber qual lado devo pender.
Equilibro-me no amor que tenho á
vida.
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