na argamassa da cidade
corre a veia da fome medigando
pelas ruas a ignorante miséria
a revolver detritos sentimentais
entre ferros retorcidos
molambentos vorazes
engolem o vazio
sem noção de serem
gato rato ou cão
e na imundície
de seres vivos
dorme o bicho
homem debaixo
da marquise da vida
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