O vento balança a angustia dispersando os papéis arquivados em caixas frágeis de papelão. Registros de momentos guardados no tempo que não espera. E a paixão se acomoda na saudade que me consome. Se nada com nada é o que eu digo, porque nada talvez tenha a dizer. Só a música se infiltra fibra por fibra, elevando o grau de sensibilidade à máxima potência do meu sentimento. Se nada digo, é porque na sexta o vazio caminha à procura da ultima esperança.
A
procura do último bar. Do último chope, do último sorriso. Caçador passa a ser
caçado, rouba carícias entre um olhar e outro na luz difusa do bar. Faminto,
age sorrateiramente vagando por mesas e corpos que, como ele, também
espera. Pouco se importa com a situação. Aprendeu a eliminar o tédio de
sempre se estar só.
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