somos objetos perdidos
a balançar nas ondas
do eterno dia a dia
somos atados à vida
e aos berros fugimos
da força como o réu
foge da sentença
anunciada
somos estranhos boçais
estúpidos ignorantes infernais
que no batuque do samba
não somos um bamba
em barulhentos blocos carnais
sambamos os eternos carnavais
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