o que importa?
se sou poeira que o vento leva constantemente de um lado
para o outro
entre todos os
elementos, sou o grão compondo a areia
que o vento
constrói as dunas de solidão
solidão obscena
que corrompe as manhãs amortalhando as dores do passado
e mistificando
as dores do presente
os insensatos
gritos da ave rompe a esfera das palavras
o teu nome
cristalizo na esperança perdida
a ecoar no
deserto do meu futuro
sou o homem que
ninguém sabe
caminhante sob
o céu escaldante
e ácido sem
principio e fim
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