A manhã discorre seu orgasmo frio enquanto o som do sax arranha a garganta do dia aliviando a tensão passada de susto e medo que alvoroçou a população.
Gritam-se vozes em todos os cantos da cidade seus mortos numa data que deveria ser de alegria homenageando quem deu a luz aos seus filhos.
Vozes que silenciadas repercutem na fibra da carne e que não esquecerá as atrocidades presentes futura e nem as passadas.
Vozes que há tempos vem clamando medidas enérgicas que só são empregadas aos desvalidos da sorte enquanto benfeitores são protegidos por leis que funcionam so no papel.
A manhã brilha alegre demonstrando que a natureza continua seu dia a dia sem se importar com o que aconteça com ela e muito menos com a humanidade
Ela continua e continuará a mostrar sua beleza aquecendo e alimentando tanto uns como outros, sejam eles quais forem merecedores de seu quinhão.
pastorelli – ao som de House of the rising sun – Eric Burdon
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