Será?
Ou será um jogo onde o que vale são as paixões que
sentimos num vai e vem levando-nos às vezes a esmo de um lugar ao outro,
pisando em angustias, numa vivência de fugas que nos dá uma pequena e efêmera
satisfação?
Ou uma viagem onde a barca corpo carrega a
passageira alma atravessando o rio da vida entre correntezas e corredeiras que
são por nós desprezíveis mas que devemos enfrentá-las para que possamos chegar
ao outro lado são e salvo.
Ou será um grande salão onde temos que dançar
conforme a música obedecendo a ritmos desprezíveis e horríveis melodias porque
temos que sobreviver no dia a dia sacana e besta?
A vida pode ser uma viagem,
assim como pode ser um jogo, ou ainda um grande salão de danças, só não podemos
embarcar nessa viagem sem ter um destino programado; como também não podemos
entrar no jogo com dados marcados, joguemos sim, mas com a confiança de que
queremos um dia e, vamos claro, ganhar; e finalmente, se estamos num grande
salão de danças, vamos dançar a música que gostamos, que queremos, não vamos
nos entregarmos aos ritmos e melodias só porque não queremos ficar à margem
dessa sociedade egocêntrica e massificante.
A vida é uma viagem se assim a
queremos que seja, mas que seja uma viagem agradável e de belas paisagens.
A vida é um jogo se jogamos
com confiança e honestidade sem sacanagem com o fito de ludibriar o parceiro ou
a parceira.
A vida é um grande salão de
danças onde nossos passos serão mostrados sem orgulho e sem preconceito apenas
porque gostamos de uma boa dança.
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