Lentamente a lágrima
escorre na lente dos ósculos enquanto o sol sorri o brilho nos prédios de
vidros escuros.
E na momentaneidade dos
gestos, os fatos se tornam mais integro expondo o dia á sua fragilidade.
Cada um faz ou tem na
cosmografia humana a capacidade de mudar dos seus sentimentos o destino.
A luz se infiltra entre as laminas da persiana
fechada impondo sua consistência no ambiente claustrofóbico de vozes esparsas
delineando o profissionalismo de cada um.
Sombras se aproximam, nada para se admirar, apenas
o corriqueiro impondo sua carga mesquinha em ombros esfoliados pela procura do
que deve ser encontrado.
Tudo induz ao suicídio mental desprezando o físico
intelecto do corpo, invólucro farto de mesquinhez e apatia, se desintegrando ao
idolatrado consumismo.
Faltam palavras para expressar, não o suave ódio
por viver, mas o ameno ódio por caminhar nos solitários caminhos da vida
intelectual sem os prazeres necessários para uma boa companhia.
E, consciente, se ajoelha, abaixa a cabeça e
agradeça aos deuses por ainda estar vivo.
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