flashes acionados por mãos invisíveis pipocam como raios
pulsões orientam os passos num labirinto onde não há saída
vou e caminho sempre nos apalpos de objetos e concreto da vida
nebulosas volitam ao meu redor como o voejar de abelhas desorientadas
se alguma ação de repente surge
paro e procuro o ponto mais denso
pois sei que ali é que está o caminho certo
desconheço as formas porém os feixes é
a exatidão do que preciso e para onde devo ir
conheço a escuridão do que não vejo
e o que vejo aflora no toque da pele
beijo a vida e realizo os passos ao infinito
o risco da solidão não me atormenta mais
vivo a vida com mais intensidade
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