em volteios alucinógenos
não sou vidente
pois não tenho a força de Rimbaud
tenho a força do homem atual
que capta os sentires na lama quente da vida
e das pontas dos dedos escorre
singrando a brancura do papel
as luzes transcendem o viver
sem que possamos compreender
na totalidade a própria luz da vida
que projeta humanidade refletida
nos prédios e no asfalto da avenida
projeção nem sempre verdadeira
cheia de enigmas escorregadia
como prostituta sacana e vadia
fugindo da condição de rameira
a luz pelo olhar fotográfico
tem valor totalmente artístico
a luz pelo olhar leigo tem valor
totalmente dessimétrico e casual
causando disritmia visual
um outro universo
se estende paralelo
captando dos sentimentos
os sons em volteios alucinógenos
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