teu olhar dirigido para a câmara
olhando para frente nada tem de indagador
é um olhar manso de criança observadora
um olhar que ainda irá crescer
é um olhar que irá perder a inocência
é um olhar seu totalmente seu
que ao crescer perderá a individualidade
e passará a indagar onde estará
o teu olhar especial
o teu olhar conhecido
todos procuram um olhar
para ser olhado ou talvez amado
um olhar que do meio da multidão
grita mudo: olhe para mim
eu estou aqui
veja-me para que eu possa retribuir
no meio de tantos olhares
surge a grande incerteza
uma troca gratificante
quase emocionante
de sermos lembrados
de sermos reconhecidos
um olhar teu me acalma
mesmo que não saiba o que sinto
eu saberei o que você sente
e esse saber traz em nós a calma
de sermos nós mesmos
e não sermos o que nos é proibido ser
não há em nossos gestos representação
representar sem fingir
é uma forma de escondermos
o nosso “eu”
sim o jogo já aconteceu
todos os dias o jogo acontece
no momento em que abrimos os olhos
em frente ao espelho da memória
ouvimos as gargalhadas
ainda não fomos vencidos
continuemos cantando as músicas
continuemos escrevendo literatura
continuemos fotografando nossas fotos
e principalmente continuemos vivendo
a nossa esplêndida vida
“nem preciso ser sem ser”
Dede
Silvério
teu olhar dirigido para a câmara
olhando para frente nada tem de indagador
é um olhar manso de criança observadora
um olhar que ainda irá crescer
é um olhar que irá perder a inocência
é um olhar seu totalmente seu
que ao crescer perderá a individualidade
e passará a indagar onde estará
o teu olhar especial
o teu olhar conhecido
todos procuram um olhar
para ser olhado ou talvez amado
um olhar que do meio da multidão
grita mudo: olhe para mim
eu estou aqui
veja-me para que eu possa retribuir
no meio de tantos olhares
surge a grande incerteza
uma troca gratificante
quase emocionante
de sermos lembrados
de sermos reconhecidos
um olhar teu me acalma
mesmo que não saiba o que sinto
eu saberei o que você sente
e esse saber traz em nós a calma
de sermos nós mesmos
e não sermos o que nos é proibido ser
não há em nossos gestos representação
representar sem fingir
é uma forma de escondermos
o nosso “eu”
sim o jogo já aconteceu
todos os dias o jogo acontece
no momento em que abrimos os olhos
em frente ao espelho da memória
ouvimos as gargalhadas
ainda não fomos vencidos
continuemos cantando as músicas
continuemos escrevendo literatura
continuemos fotografando nossas fotos
e principalmente continuemos vivendo
Nenhum comentário:
Postar um comentário