um lado a vida gloriosa e bela
do outro a morte maligna e tétrica
as vezes a gangorra pende
para um lado com mais força
do que para o outro lado
vivemos na dualidade constante
de sermos apenas um ser
querendo ser o todo
que se destaca
para a vida esplendorosa
os fracos no anonimato
se alimentam de migalhas esquecidas
em calçadas esburacadas
revirando lixos ricos
de vitaminas putrescíveis
os fortes no luxo espezinham
quem pela frente encontram
sem se preocuparem com o amanhã
dois pesos duas medidas
desequilíbrio que como ferida
que nunca se cicatrizam
presenciamos por toda vida
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