domingo, 27 de abril de 2025

há dois pesos


na gangorra da sobrevivência:
um lado a vida gloriosa e bela
do outro a morte maligna e tétrica

as vezes a gangorra pende
para um lado com mais força
do que para o outro lado

vivemos na dualidade constante
de sermos apenas um ser
querendo ser o todo
que se destaca
para a vida esplendorosa

os fracos no anonimato
se alimentam de migalhas esquecidas
em calçadas esburacadas
revirando lixos ricos
de vitaminas putrescíveis

os fortes no luxo espezinham
quem pela frente encontram
sem se preocuparem com o amanhã
 
dois pesos duas medidas
desequilíbrio que como ferida
que nunca se cicatrizam
presenciamos por toda vida

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